Enquanto o verão não chega (e eu não estarei aqui ano que vem no verão europeu, muito provavelmente), eu me satisfaço com o inverno.
A cidade parece de conto de fadas. É uma coisa de louco. Linda mesmo.
E os dinamarqueses são fofos e são queridos, queridíssimos.
Não estou mais a fim de falar da Conferência, então eu como pessoa física no formato turista amei a cidade e os dinamarqueses.
E tive MUITA sorte, realmente, de vir parar na casa dos Moltke. Eles são fofíssimos comigo, a gente foi super com a cara um do outro.
Então, algumas últimas histórias.
- Eu brinco que Copenhague tem um "Lado B" que, na verdade, é o lado A da cidade. E ele consiste basicamente por: bebês e bicicletas. Gente, essas são as duas coisas que mais existe por aqui. Juro mesmo. Os dinamarqueses estão verdadeiramente ocupados em popular o mundo e em não poluir na sua locomoção. Dá até gosto de ver.
- Ontem quando eu me despedi do Helio eu engasguei e soltei umas lagriminhas. Mega mico fazer isso na frente do chefe, mas aí ele foi super fofo comigo e fez um carinho na bochecha e disse que tinha adorado estar aqui comigo. Foi na Estação Central de Copenhague, no meio daquele caos de gente indo e vindo. Daí conforme a gente se afastava eu não olhei para trás, para poder chorar em paz sem estar pagando mico. Eu também adorei estar aqui com ele. Quando a gente admira o chefe o mundo fica outra coisa, né?
- Eu sempre fico emotiva em época de Natal. Já é tradicional mesmo. Mas em época de Natal sozinha, vivendo meu primeiríssimo White Christmas, tendo acabado de fazer parte de um momento super importante do século XXI e prestes a realizar um sonho em Genebra, com um pouco e crescentes saudades de casa, aperto no coração de estar longe deles no Natal, e pensando demais na minha avó nesses últimos tempos, eu tenho estado praticamente uma Fontana di Trevi de tanta água que jorra.
- Hoje quando eu me despedi da Tine eu também soltei umas lagriminhas. Mas pelo menos ela, eu sei que passaremos o reveillon juntas em Amsterdam.
- Daí eu cheguei em casa e falei com meus pais no Skype. E jorrei, a la Fontana di Trevi. Os Moltke, fofos, viram tudo e para me dar uma força fizeram um "Natal nosso". Ficamos ouvindo músicas natalinas brasileiras no YouTube e decorando a casa deles com objetos de Natal, comendo chocolate, tomando café, e licor, e vendo a lareira queimar. "Viu? Assim você não se sente sozinha no seu Natal".
- Eu sei que não me sentirei sozinha no meu Natal. Chega logo, Londres, que eu quero encontrar o Phitz e a Ju.
- Essa coisa de ter uma vida de rua muito viva, pessoas realmente usando o transporte público e passando bastante tempo fazendo as coisas a pé, é realmente algo que eu penso para mim. A única coisa é que Sâo Paulo ainda não cabe muito com isso. Então vou aproveitar enquanto estou aqui.
- Mas, brasileiro é assim, ontem quando eu peguei o trem das duas e meia da manhã e andei aqui pela floresta sozinha, da estação de trem até em casa, deu um medão. Não deveria ter dado medão. Isso é Dinamarca. Mas deu, sabia? Em uma forte herança brasileira, de termos medo das sombras no meio do caminho.
- Hoje conheci Cristiania, a sociedade alternativa de Copenhague. Parece mundo paralelo, nunca vi coisa igual. E não pode tirar muitas fotos lá, não. Mas tem uma placa que fala, na saída no bairro, que "Agora você está voltando a fazer parte da União Européia". Jajajajaja, muito bom. Ponto negativo: lá em Cristiania, eles não tiram neve do meio do caminho. Ou seja, parecia que estávamos andando em uma pista de patinação no gelo, só que sem o gelo estar lisinho. Uma aventura que só.
- Acho que já estou me acostumando com o frio. Já não acho menos sete tão mais frio que zero ou que um, e nem um tão mais frio que cinco ou seis. Bom sinal.
- Daí eu entrei no cinema, porque estava sozinha na cidade, todo mundo fazendo compras de Natal com suas famílias, e só eu vagando flaneur. Assisti a um filminho fofo e bacana, água com açucar do jeito que eu precisava, chamando 500 days of Summer. Procurem quando ele entrar em cartaz no Brasil (se é que já não entrou). E o legal é ver filme em inglês com legenda em dinamarquês. Acho que deu para aprender algumas coisas dessa língua misteriosa.
- Por mais que esteja ficando "neve velha", neve é sempre legal. Pelo menos até eu cansar.
E agora, depois de dez anos, Londres aí eu volto.
Escrevo para vocês da terra da Rainha então.
Os Moltke realmente parecem fofíssimos, fazendo com que você não sinta tanta falta da nossa terrinha e da família!
ResponderExcluirA viagem está sendo uma aventura, estou adorando!
Então você está indo para Londres agora?!?! Qual será o roteiro de final de ano?
Beijos, querida!