domingo, 20 de dezembro de 2009

Copenhague, até o verão

Esse título é porque eu decidi que preciso voltar para cá no verão. Deve ser uma cidade completamente diferente e, ao mesmo tempo, simplesmente maravilhosa.
Enquanto o verão não chega (e eu não estarei aqui ano que vem no verão europeu, muito provavelmente), eu me satisfaço com o inverno.
A cidade parece de conto de fadas. É uma coisa de louco. Linda mesmo.
E os dinamarqueses são fofos e são queridos, queridíssimos.

Não estou mais a fim de falar da Conferência, então eu como pessoa física no formato turista amei a cidade e os dinamarqueses.
E tive MUITA sorte, realmente, de vir parar na casa dos Moltke. Eles são fofíssimos comigo, a gente foi super com a cara um do outro.

Então, algumas últimas histórias.

- Eu brinco que Copenhague tem um "Lado B" que, na verdade, é o lado A da cidade. E ele consiste basicamente por: bebês e bicicletas. Gente, essas são as duas coisas que mais existe por aqui. Juro mesmo. Os dinamarqueses estão verdadeiramente ocupados em popular o mundo e em não poluir na sua locomoção. Dá até gosto de ver.

- Ontem quando eu me despedi do Helio eu engasguei e soltei umas lagriminhas. Mega mico fazer isso na frente do chefe, mas aí ele foi super fofo comigo e fez um carinho na bochecha e disse que tinha adorado estar aqui comigo. Foi na Estação Central de Copenhague, no meio daquele caos de gente indo e vindo. Daí conforme a gente se afastava eu não olhei para trás, para poder chorar em paz sem estar pagando mico. Eu também adorei estar aqui com ele. Quando a gente admira o chefe o mundo fica outra coisa, né?

- Eu sempre fico emotiva em época de Natal. Já é tradicional mesmo. Mas em época de Natal sozinha, vivendo meu primeiríssimo White Christmas, tendo acabado de fazer parte de um momento super importante do século XXI e prestes a realizar um sonho em Genebra, com um pouco e crescentes saudades de casa, aperto no coração de estar longe deles no Natal, e pensando demais na minha avó nesses últimos tempos, eu tenho estado praticamente uma Fontana di Trevi de tanta água que jorra.

- Hoje quando eu me despedi da Tine eu também soltei umas lagriminhas. Mas pelo menos ela, eu sei que passaremos o reveillon juntas em Amsterdam.

- Daí eu cheguei em casa e falei com meus pais no Skype. E jorrei, a la Fontana di Trevi. Os Moltke, fofos, viram tudo e para me dar uma força fizeram um "Natal nosso". Ficamos ouvindo músicas natalinas brasileiras no YouTube e decorando a casa deles com objetos de Natal, comendo chocolate, tomando café, e licor, e vendo a lareira queimar. "Viu? Assim você não se sente sozinha no seu Natal".

- Eu sei que não me sentirei sozinha no meu Natal. Chega logo, Londres, que eu quero encontrar o Phitz e a Ju.

- Essa coisa de ter uma vida de rua muito viva, pessoas realmente usando o transporte público e passando bastante tempo fazendo as coisas a pé, é realmente algo que eu penso para mim. A única coisa é que Sâo Paulo ainda não cabe muito com isso. Então vou aproveitar enquanto estou aqui.

- Mas, brasileiro é assim, ontem quando eu peguei o trem das duas e meia da manhã e andei aqui pela floresta sozinha, da estação de trem até em casa, deu um medão. Não deveria ter dado medão. Isso é Dinamarca. Mas deu, sabia? Em uma forte herança brasileira, de termos medo das sombras no meio do caminho.

- Hoje conheci Cristiania, a sociedade alternativa de Copenhague. Parece mundo paralelo, nunca vi coisa igual. E não pode tirar muitas fotos lá, não. Mas tem uma placa que fala, na saída no bairro, que "Agora você está voltando a fazer parte da União Européia". Jajajajaja, muito bom. Ponto negativo: lá em Cristiania, eles não tiram neve do meio do caminho. Ou seja, parecia que estávamos andando em uma pista de patinação no gelo, só que sem o gelo estar lisinho. Uma aventura que só.

- Acho que já estou me acostumando com o frio. Já não acho menos sete tão mais frio que zero ou que um, e nem um tão mais frio que cinco ou seis. Bom sinal.

- Daí eu entrei no cinema, porque estava sozinha na cidade, todo mundo fazendo compras de Natal com suas famílias, e só eu vagando flaneur. Assisti a um filminho fofo e bacana, água com açucar do jeito que eu precisava, chamando 500 days of Summer. Procurem quando ele entrar em cartaz no Brasil (se é que já não entrou). E o legal é ver filme em inglês com legenda em dinamarquês. Acho que deu para aprender algumas coisas dessa língua misteriosa.

- Por mais que esteja ficando "neve velha", neve é sempre legal. Pelo menos até eu cansar.

E agora, depois de dez anos, Londres aí eu volto.
Escrevo para vocês da terra da Rainha então.

Um comentário:

  1. Os Moltke realmente parecem fofíssimos, fazendo com que você não sinta tanta falta da nossa terrinha e da família!

    A viagem está sendo uma aventura, estou adorando!

    Então você está indo para Londres agora?!?! Qual será o roteiro de final de ano?

    Beijos, querida!

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