- ônibus Bout du Monde das 19.34
- chuveiro quente do Monsieur Mariano
- cia do M. Mariano para o jantar, pela primeira vez em um mês!
- ficar bebinha de vinho em plena quarta feira, com o senhor que me aluga o quarto, e o amigo dele espanhol que veio visitar
- diplomata humilde e que dá risada das minhas piadas e que troca uma boa idéia, humana, sobre muitas coisas pouco relevantes do mundo
- sentar na mesa com a Ministra da Nicarágua, ser abraçada por ela, e chamada de "Mi Querida!". Ela não se importa com protocolos e afirmações baratas de autoridade, e vai para a ONU de sapato baixinho e vermelho.
- croissant com capuccino do Bar Serpent, no Palais des Nations. De preferência, saboreados diretamente daquelas poltronas mega confortáveis com vista para a neve e o lago.
- encontrar o delegado do Peru e o delegado da Argentina nos corredores do Palais, e ser cortejada por eles, mesmo que nesse jeito latino de beijar a mão e não olhar mais na sua cara. Mesmo assim, é bom.
- Virgin Radio France, 90,10FM de Genève
- neve, muita, de novo! Sempre é lindo e parece dos sonhos!
Das coisas que eu odeio:
- autoridade batendo porta na minha cara por eu ser estagiária
- acordar cinco e meia, pisar na neve ao longo de toda a ONU gigantesca, chegar em uma fila exclusiva de diplomatas sendo a única estagiária, estar esbaforida, sem maquiagem, e sem a finesse que lhes é peculiar (afinal, sete da matina de um dia com muita neve, como é possível manter a impecabilidade em condições desumanas??), colocar o Brasil na fila em 14, e ainda ouvir de diplomata que ficou dormindo no conforto do lar que 14 é um péssimo lugar na lista de oradores
- Casa Grande e Senzala, nessa visão de Senzala que estou tendo, mas mesmo da Casa Grande, o pior cego é o que não quer ver. Sabe como?
- injustiças e coronelismos aplicados nesse microcosmo que para mim nada mais é do que aquele choque de realidade básico. Durma com todos esses baldes de água fria, Mariana, e depois me conta o que você pensa sobre a tal da elite pensante brasileira.
- acho que da próxima vez que me incluírem no grupo da "elite pensante brasileira", vou cuspir no chão de tanto nojo.
- não sei a que ponto esse choque de realidade é bom ou a que ponto ele pode me tornar uma das pessoas mais amargas e desiludidas que eu já conheci.
- neve, muita, de novo! Caramba, já não deu de neve esse ano??
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Hors Concurs
A humanidade se tornando o maior multiplicador de desumanidades.
Quer aumentar a contradição e brincar um pouco mais com as palavras?
A humanidade se tornando o maior multiplicador de desumanidades em pleno Conselho de Direitos Humanos.
Como hoje bem disse a Tam, "nossos relacionamentos estão doentes". Mas para essas coisas, alopatia e médico não dão conta. Cadê a homeopatia de toda a humanidade?
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