sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vidinha suíça

Ontem, dia de acontecimentos emblemáticos:

Paguei meu segundo aluguel e também meu segundo mês de abonnement de transporte público. É engraçado, mas às vezes a gente precisa dessas pequenas coisas para entender que está realmente MORANDO em um lugar, e não de passagem apenas. Mas a minha é uma moradia com cara de passageira, porque afinal são só três meses. Então ao mesmo tempo que foi legal, me deu uma certa aflição: já se foram dois dos meus aluguéis e dois dos meus abonnements.
Ontem também peguei na Gare minha carteirinha com foto para a demi-tariff do trem. Agora, dos documentos suíços com foto eu tenho o abonnement do transporte público e a carteirinha da demi-tariff. A partir de segunda feira terei também meu documento de identidade suíço, com foto e tudo. Serei, por três meses, uma cidadã wannabe da Confederation Helvetique.

E aí a vidinha suíça vai bem, obrigada.

Meu ônibus casa-trabalho-casa, por exemplo, é o nome de linha mais legal. Na ida para o trabalho ele se chama Jardin Bothanique, aquele nome bonito, romântico, poético. Na volta para casa, ele se chama Bout du Monde - minha volta para casa é o ônibus do fim do mundo. Quão legal pode ser isso??? Então todos os dias, entre idas e vindas, eu fico pensando nessa linha que liga o Bout du Monde com o Jardin Bothanique. Acho o máximo. São nomes que dão trela para um monte de viagem mental gostosa sobre o ato de morar no meio do caminho para o fim do mundo, em plena Suíça.

Outra coisa: aqui dá para fazer tudo de um jeito bem macio.
Ontem eu saí do trabalho, jantei com a minha amiga indiana e uma amiga suíça dela em um restaurante espanhol caseiríssimo, delicioso e super barato e super familiar (abraçamos os donos do restaurante ao ir embora, coisa muito latina de se fazer e que é uma delícia). Daí ainda fui em um bar e voltei para casa tranquilamente 15 para meia noite, andando sozinha pela rua e depois pegando o ônibus e me sentindo a pessoa mais segura do mundo.

Então esse é o grande encanto de Genebra: aqui se faz tudo, sem a sensação latente de esgotamento físico louco que temos normalmente em São Paulo. E isso faz da vida cotidiana uma coisa deliciosa.

Hoje, por exemplo, comprei umas makes bacanas. Ponto positivo da minha vidinha suíça: sim, dá tempo de me maquiar com calma de manhã cedo. Outro ponto positivo da minha vidinha suíça: produto de cabelo Schzwarkopf é encontrado em pleno supermercado a preços acessíveis. Ai, que delícia. E aqui também a Garnier tem uns produtos para a pele deliciosos, que eu comprei hoje e estou louca para experimentar.

Isso, falando do supermercado normal.
Ainda estou passando longe do free-shop que tem dentro da ONU (por lá ser um espaço internacional), onde compramos tudo que se compra normalmente em um bom e grande free shop e, além de ser tax free, ainda temos 20% de desconto. Estou com medo do dia que eu for para esse free shop.

Mas então, continuando essa vidinha suíça boa, decidi ficar em Genebra de novo esse final de semana. Estou precisando dormir loucamente, estou com muito sono atrasado, e preciso dormir sem ter hora para acordar.

Mas é isso aí. Então eu vou porque minha noite de sexta ainda será longa, mesmo com todo esse cansaço excessivo.
Sopro no ombro e aquela força.

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