segunda-feira, 22 de março de 2010
Bananada de Marmelo
quarta-feira, 17 de março de 2010
Eu disse sim
Genebra em sua versão insólita chega a ser no máximo aquele trânsito estranho de sábado no final do dia. Por isso que Genebra não surpreende e nem acolhe, porque ela é isso: flat, pasteurizada, serena, fácil.
Genebra é cidade plana em pleno mundo tão redondo!
Genebra é aquela varanda imensa no quarto da Jonction, de onde eu vejo toda a abóbada celeste e um pouco das janelas e dos telhados e das fumaças. Sob tudo isso, sob o peso das estrelas que brilham em cima, eu sento e penso no final dos meus dias. Sempre. E é com o sol nascendo atrás das montanhas que eu acordo, e aí ao invés de pensar eu agradeço.
Porque é só agradecendo e recebendo e assim por diante, e fazendo tudo isso sem muito pensar, que eu consigo entender isso aqui. Isso aqui, eu digo, o significado dessa cidade para mim.
Falta sal em Genebra, falta tempero, falta cultura urbana, tribo de rua, barulho, falta parede pichada, falta gente estilosa – as pessoas aqui, ou são peruérrimas-chiquetérrimas ao excesso, ou se vestem mal e sem estilo próprio. Falta um rapper, e parece que falta sonho para essa juventude de high school, que faz bagunça nos trams e fuma muito cigarro pelas ruas – e isso é o máximo que eles conseguem fazer de “proibido”.
Genebra não ressalta as cores – pelo contrário, as roupas em cores vivas das mulheres africanas da ONU, quando perdidas pelo centro de Genebra, viram quase cor pastel.
E então, no meio de tudo isso, eu fico assim perdida entre as pessoas e agradecendo. Porque foi aqui que tudo aconteceu, que muitas transformações se passaram, que o metabolismo acelerou e depois ficou devagar, que o vinho ficou banalizado, que eu parei de fumar, voltei a fumar, parei de fumar de novo e de verdade.
Genebra sedia a ONU – meu sonho de andar pelos corredores de lá foi realizado. O que você faz quando a realização do seu sonho vira uma decepção? Quando o choque de realidade dói na boca do estômago e te tira o ar? Quando minha auto-imagem cai por terra ao me deparar com tantas outras realidades? Uma construção e desconstrução e eu não sei a quantas eu chegarei de volta. Nossa, como eu quero chegar de volta. Uma parte de mim não vê a hora.
E então, naquela vidinha construída aqui, acaba a rotina gostosa. Que rotina eu prefiro? Posso ficar com as duas? Porque eu acho que ficarei para sempre, agora, com esse gosto de duas cidades, amigos, aqui e ali, e por todas as outras cidades que eu passar será assim. Quem mandou ser pessoa afetiva que se apega? O ciclo deve se repetir, ter várias casas, distribuir meu coração pelo mundo, parece difícil e ao mesmo tempo tão gostoso.
Vou sentir falta dos meus amigos daqui, da minha rotina daqui. Senti muita falta da rotina de São Paulo, dos meus amigos de São Paulo. E assim a gente vai, bipolarizando.
Meus medos – quando eu me deparo frente a frente com eles, acho que eu faço a careta mais feia. Porque eles vão ficando menores, aos poucos. E é só uma questão de encará-los.
Minhas paixões ficaram mais fortes – pela escrita, pela fotografia, pela música. Arte faz o sangue passear renovado pelas minhas veias.
É disso que se trata o CERN: o conhecimento pelo conhecimento, e é tão grande, que mesmo as conseqüências periféricas do experimento são gigantescas – o CERN “inventou” a internet-www “sem querer”. O CERN é muito específico, muito revolucionário, muito complexo, não dá insônia mas coloca a gente para pensar. Até onde o ser humano quer ir, e por que faz diferença descobrir o que houve no BigBang? É saber para poder responder. É apostar alto, altíssimo, e ver as conseqüências. O experimento é caro e tem estruturas quase que mitológicas, e exige de seus cientistas uma crença cega de fé extrema – a fé na ciência, usada a seu favor. Como disse um dos cientistas do filme, “se nada der certo, pelo menos a gente aprende que a gente sabe muito pouco”. Então, um experimento com orçamento anual de 1bi de CHF tem UM EM UM TRILHÃO DE CHANCES de dar certo – dar certo, no caso, é identificar o querido bóson de Higgs. Esse mesmo experimento chega aos extremos: ali são reproduzidas temperaturas como o 1,9 Kelvin, próximo do zero de Kelvin – sim, estamos falando do tal do zero absoluto. Aqui no CERN, essa é a temperatura mais baixa DA GALÁXIA. No mesmo experimento, reproduz-se a 2ª temperatura mais alta do Sistema Solar – só perdendo para o interior do próprio sol. E então, o experimento LHC (o tal do acelerador de partículas) é seu próprio protótipo. Quando questionado, o cientista diz que a segurança humana é a prioridade nível zero do experimento, ou seja, sem assegurar totalmente a segurança humana o experimento não acontece. Mas se ele, com essas cifras colossais, é seu próprio protótipo... então é de fé na ciência que vive quem acha que a segurança humana está 100% assegurada? Daí a minha mãe ficou preocupada com a minha ida ao tal do experimento. Minha resposta? Que se me acontecer qualquer coisa porque deu qualquer merda no CERN, que ela não se preocupe – em 15 segundos acontece ao Brasil, ao mundo inteiro. O CERN é assim, furiosamente gigantesco. Filme de ficção científica? Piada de mal gosto? Não. Isso é só a tal da física pura. Então eu desejo que o bóson de Higgs apareça (só para evitar suicídio em massa dos dez mil cientistas que participam do experimento) e que as conseqüências periféricas e inimagináveis sejam de impacto. Serão, certamente.
Por isso eu acho que, guardadas as devidas proporções, o CERN está para a humanidade e mais especificamente para a comunidade científica assim como esse meu período em terras européias está para a minha vida: aposta alta, impacto e investimentos gigantescos, resultado final quase que imensurável (do que pode ser bom e ruim e principalmente desse aprendizado anti-maniqueísta, o mundo não é maniqueísta, de que a definição de bem e mal, bom ou ruim, só depende do seu ângulo, do seu ponto de vista), conseqüências periféricas nobres e colossais.
Então,
sonhando com a picanha;
contando os dias;
aproveitando cada segundo;
com a certeza de morrer de saudades disso daqui (com a certeza de que as saudades serão uma constante – de Genebra quando eu estiver em SP, de SP e de Genebra quando eu estiver em qualquer outro lugar do mundo, e assim por diante e crescendo);
com a vontade de matar as saudades daí;
tentando encontrar todo mundo aqui;
já sabendo que eu vou morrer MORRER de saudades da Nana e da Lia, eitcha triozinho improvável e feliz que formamos;
já sabendo que Priyanka e Catherine, ai, entraram pro hall dos meus amigos que moram longe - porque eu realmente acho que não voltaremos mais a morar na mesma cidade, quizá no mesmo país, cada uma de nós tem uma história e ela só será próxima quando nos encontrarmos de férias - se eu não fosse da geração da internet, estaria perdidinha da silva;
desfrutando dos momentos que agora virei uma habitué da Residência da Embaixadora;
olhando para o céu na varanda na Jonction;
então é assim que eu vivo hoje em dia.
Annecy é viver em um conto de fadas no meio de tudo isso.
E no tram, a Nana fez que fez que comprou briga com a evangélica brasileira que ouviu a gente cantando “e essas feridas da vida, Margariiiida, e essas feridas da vida amarga vida” e disse que precisávamos encontrar Jesus na igreja mais próxima – meninas, tem uma igreja evangélica aqui do ladinho, bem atrás da Gare, é lá que eu vou, e que Deus as abençoe e permita que vocês vão lá também para encontrar Jesus.
Quase que eu soltei um vade retro para ela, mas acho que o caldo engrossaria. Então, enquanto eu me controlava, a Nana se descontrolava, e as duas começaram a discutir quem é mais importante: Nossa Senhora ou Jesus. E eu segurando o riso, e com medo daquela mulher de olhar bizarro que não parou de nos olhar. Inventamos uma história em sintonia e descemos no primeiro ponto possível.
Seja com CERN, com Annecy, com a crente do tram, com mil coisas e tudo, eu só tenho mais quinze dias de Genebra. Que não chega a ser insólita, mas exige um pouco de abstração. Eu disse sim – e acho que isso é suficiente.quinta-feira, 11 de março de 2010
Oito de Março de 2010 - a day in the life
Dos meus últimos Dias Internacionais da Mulher:
2005: receber flores na porta da IBM e nada mais;
2006: idem;
2007: receber flores na IBM, telefonema fofo do meu ex namorado me agradecendo por ser mulher e por fazer parte da vida dele, e nada mais;
2008: trabalhei em pleno sábado, recebi uma mensagem do meu amigo sobre as mulheres superpoderosas que o cercam, participei da comemoração da formatura do meu irmão em casa, e nada mais;
2009: em um domingo de calor insuportável, eu estava super emotiva, fui ao cinema ver um filme suíço sobre a história de um avô e um neto que são aviadores, e encontrei uma amiga depois para um café. Em família, estávamos nos despedindo da minha avó – uma das mulheres mais importantes na minha vida.
2010, Oito de Março
07/03, domingo.
O dia 08/03 começou na véspera, quando discutíamos no trem o papo de buteco que defende que o dia da mulher já está obsoleto (leiam em Cor de Rosa Choque).
Ainda na véspera, quando cheguei em casa separei minha roupa para o dia seguinte – meu blazer vermelho era a principal peça do look.
08/03, segunda.
Acordei com tempo, tranquilamente. Tomei café, me vesti, fiz a make, e saí. A caminho do ponto de ônibus, o vento batia de um jeito que parecia que ele me levaria embora.
A manhã no escritório foi bastante ordinária, até cinco para uma, quando um dos diplomatas apareceu lá na nossa salinha oferecendo dois convites para um almoço na Residência da Embaixadora. Sem muito esforço, eu fui uma das duas “contempladas”.
Foi tudo muito rápido: pegar o casaco e descer. Só deu tempo para, na euforia, ligar para o meu pai e contar a novidade. Logo chegou o motorista, em uma Mercedez grande, para nos levar.
A porta do carro e da casa foi aberta por um mordomo brasileiro, que usava luvas brancas. Ele tirou nossos casacos, como nessas cenas que se vê em filme. Foi o tempo de a Embaixadora nos ver e falar: “Marianas, entrem, sejam bem-vindas!”. E circulamos pela sala, sendo apresentadas para as pessoas ilustres que lá estavam.
Uma das pessoas era uma diplomata com quem eu trabalho bastante, e que se sentiu íntima o suficiente para me encabular na frente de todos. Ao me cumprimentar, ela disse em alto e bom som: “Nossa, Mariana! Como você está descabelada hoje!”. Eu dei uma risadinha sem jeito e querendo dar um chute na canela dela, e ela completou: “deve ser o vento, né...”.
Ficamos todos sentados na sala de visitas falando sobre os mais variados temas, até que alguém pediu para tirar uma foto e eu tinha a máquina. Resultado? As fotos oficiais do almoço, todas, estão comigo.
Na sala do almoço. Para cada um de nós, um pequeno papel com o menu do almoço – como em um casamento, mas era um almoço para 12 pessoas. E no menu, em relevo dourado, o timbre do Brasil.
A comida estava deliciosa, e o vinho dispensa comentários, porque descia macio, leve e gostoso. E caiu bem, extremamente bem, para aquele almoço de segunda feira. Eu, com meu cabelo descabelado e o blazer vermelho, em um dia de muito vento.
A verdade é que eu não quero soar deslumbrada nem nada, mas apesar de alguns desencontros ideológicos e de valores humanos (esses que vêm com a criação, sabe?), meu primeiro almoço na Residência Oficial do Brasil foi realmente histórico.
Na OIT, o debate era entre mulheres trabalhadoras e a mesa, formada por mulheres com histórias emocionantes de luta pela igualdade e pela dignidade. Por diversas vezes, ouvir o depoimento com a história pessoal delas me emocionou bastante. É nessas horas que Genebra vale a pena: quando as coisas são positivas, elas são MUITO positivas. E a tarde na OIT foi simplesmente memorável, linda.
Em seguida tivemos um coquetel para a abertura da exposição que o Brasil organizou nos corredores da OIT, com artistas mulheres das três artes: fotografia, pintura e escultura. A parte boa do coquetel foi, na verdade, o pão de queijo – a gente só sente falta de certas coisas quando não as tem mais banalizadas, e pão de queijo definitivamente figura entre uma das minhas maiores saudades. E a parte boa da exposição é, na verdade, a exposição em si – com trabalhos, todos, bastante bonitos.
Continuando o dia, após alguns poucos minutos de volta no escritório, já fomos embora em direção ao Victoria Hall, procurando um last minute ticket para o show do Pablo Milanés que estava 100% esgotado. Momentos de emoção e barganha, adrenalina na veia, e então, exercitando meu lado mais árabe-negociador que eu tenho, conseguimos (ao som dos aplausos das pessoas, dado que ele estava entrando no palco naquele exato instante) três ingressos por 60 francos cada nos melhores (eu disse, os MELHORES) lugares do teatro, lugares esses que valeriam 130 francos se não fossem a negociação, a adrenalina, o last minute.
Uma hora e meia de show e de emoções, ouvindo aquela voz macia e gostosa, em músicas lindas, em um teatro de uma beleza louca. Saímos de lá, nós três, em êxtase absoluta, e realmente muito, extremamente felizes.
Quando eu cheguei em casa o vento batia gelado, ainda, e muito forte, e barulhento. Parecia que ele me levantaria do chão e me levaria embora.
Mas o blazer vermelho eu ainda vestia.
Na hora de ir dormir, eu não queria ir dormir, em um comportamento infantil de quem não quer que o dia acabe.
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Mulheres ilustres dessa semana
Sou mesmo cercada por muitas mulheres ilustres. Mas essa semana recebi o que eu gostaria de divulgar aqui, de duas mulheres ilustres e inspiradoras ao mesmo tempo.
Texto da Lia Maria
Lia é uma das meninas daqui do estágio, e uma mulher que me inspira. Ela me deu o texto abaixo querendo saber minha opinião (???) sobre ele, e eu perguntei se eu poderia divulgá-lo aqui.
Quando o frio corta a face pela manhã
Que parece noite,
Só a música para me acalentar.
Os griots me ensinaram que levamos um tambor
No peito e que a melhor coisa sobre a música é
Que quando ela te arrebata, te toca, te toma... você não sente dor...
Agora quando o vento gela... os olhos lacrimejam...
E a secura consome o ar... e a tristeza é senhora...
E não há filosofia nem bobo ashanti, nem água de alavante que me anime...
O silencio é discurso
E a certeza é tesouro
Momento de recolher...
Sem mais...
Eu consciência e eu espírito...
Me perder para me achar...
É tudo que quero:
Me esvaziar de mim mesma para me banhar em mim.
Hipérbole
Palestra da Tia Ana
Será nos dias 22 e 23 de março, das 19.30 às 21.30, e o tema não poderia ser mais encantador: Homenagem à Tarsila do Amaral e Anita Malfati.
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Fotos
São novas, todas essas:
http://picasaweb.google.com/mariana.chammas/2728020503#
http://picasaweb.google.com/mariana.chammas/Interlaken#
http://picasaweb.google.com/mariana.chammas/DiaDaMulherEmGenebra#
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Beleza na Suíça, beleza das pessoas
Na Suíça:
Interlaken e toda aquela região na base do Jungfrau é de uma beleza que eu nunca tinha visto antes. Impressiona e arrepia, por sua imponência, por suas montanhas, por seu tamanho, por tudo. Pelo seu frio, também: menos dezesseis Celsius já entra no hall das temperaturas difíceis para meu corpinho.
Das pessoas:
Um alto cargo de um posto na ONU demonstra sua humanidade e humildade. O outro alto cargo em outra organização internacional sediada aqui, também. Alguns dos diplomatas também. Isso quer dizer, por enquanto, que nem tudo está tão perdido.
Um dos diplomatas quer nascer um jardineiro suíço em sua próxima geração. As justificativas são longas e lúdicas. O desespero com relação ao multilateralismo inspira.
E então, na mesa de um pub, eu, um amigo que trabalha na ONU, e uma amiga que trabalha na Anistia Internacional, de repente inventamos o que seria a nossa Reforma da ONU. Isso porque a idéia era começar falando sobre como conseguir um trabalho na ONU. Eu agradeci ao Kevin, dizendo que a conversa tinha sido inspiradora. Ele me respondeu que as minhas idéias, a minha alegria e simpatia, e a minha beleza é que são inspiradoras.
Pôxa... que legal o jeito que começa meu último mês aqui em Genebra.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Cor de Rosa Choque
Nas duas faces de Eva, a bela e a fera
Um certo sorriso de quem nada quer...
Sexo frágil não foge à luta
E nem só de cama vive a mulher...
Por isso não provoque é cor de rosa choque
Mulher é bicho esquisito todo o mês sangra
Um sexto sentido maior que a razão
Gata borralheira você é princesa
Dondoca é uma espécie em extinção...
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Aí no Brasil, muitas das pessoas que eu conheço acham que o Dia da Mulher já não vale de nada, que é uma data desnecessária, que as mulheres já conquistaram muito.
Algumas das minhas amigas (e às vezes até eu) reclamam de algumas das conquistas do feminismo, principalmente no que tange ao feminismo aplicados nos relacionamentos (sim, homens, nós ainda gostamos de ser galanteadas à moda antiga! Ainda gostamos que abram a porta do carro, e amamos ganhar flores).
Mas aí eu venho para cá, onde rola o maior fuzuê político de verdade pelo Dia da Mulher, e percebo quão importante ele se faz. Ele não é, ainda, uma data obsoleta - antes fosse.
O número de violência doméstica mundo afora é gigantesco - e isso não é nenhum privilégio de países extremamente pobres, não. A Anistia Internacional estima que um terço das mulheres de todo o mundo já sofreu algum tipo de violência doméstica. UM TERÇO. É uma porcentagem gigantesca, enorme mesmo.
E no mercado de trabalho, então? A diferença de salários, a predileção por homens para cargos altos... E na política? Angela Merkel e Michelle Bachelet são heroínas por terem chegado onde estão.
Esse post não é um post teórico sobre questões de gênero e ele tem, assim, esse ar de conversa de buteco porque foi ontem em uma conversa polêmica no trem (quando um amigo disse que "Dia da mulher é faz de conta porque todo dia é dia da mulher") que surgiu a idéia de escrever aqui.
Eu não quero nem pretendo apresentar dados e mais dados (isso tudo está no Google, a um click de vocês) sobre a questão da mulher, mas o que eu quero é lembrá-los da relevância dessa data. E que ela precisa, sim, continuar existindo. E que o feminismo contemporâneo ainda é, sim, necessário. Porque o que se vê por aí não é nada fácil.
Então desejo a todos um dia "Cor de Rosa Choque" para todos os leitores desse blog, homens e mulheres.
sexta-feira, 5 de março de 2010
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
Queridos amigos, comunidade chilena em São Paulo, amigos do Chile:
Estamos organizando para o próximo dia 10 de março, quarta-feira, a partir das 19h, umaHappy Hour de Solidariedade ao Chile e Campanha de Arrecadação para ajudar as vítimas do terremoto.
O evento acontecerá no tradicional restaurante chileno "El Guatón", que também estará como posto de coleta até o próximo dia 21/março.
Evento de Solidariedade ao Chile:
10/março, quarta-feira, a partir das 19h
Local: Restaurante El Guatón, Rua Arthur de Azevedo 906 - Pinheiros
O que estamos arrecadando:
- Cobertores, mantas, lençol
- Material de higiene pessoal: sabonete, pasta e escova de dentes etc.
- Roupas (especialmente de frio) para adultos e crianças,
Para aqueles que desejem constribuir financeiramente, indicamos abaixo o site de instituições chilenas que estão recebendo doações.
Contamos com a sua presença!
Um abraço,
Sr. Carlos "Guatón"
Sheila Saraiva
Zuleica Goulart
Algumas instituições idôneas que estão recebendo doações financeiras:
Cruz Roja
Chile Ayuda
http://chileayuda.com/?pag
Um Techo para Chile
http://www.untechoparachile.cl/
Hogar de Cristo
Cáritas
