segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Novidades picadinhas

Paris é uma festa. Mesmo.
Mas já estou de volta à província e à vidinha de cidade de interior.
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Eu, lá, parecia a prima do interior visitando a prima da cidade grande. Acho que me adaptei demais e de forma muito rápida a essa comodidade de vida fácil na cidade pequena. Acho isso bom e, ao mesmo tempo, assustador.
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Fotos? Tenho muitas. Montreux, reunião na Organização Mundial da Saúde, a famosa vista do meu quarto (com a qual eu me espreguiço todos os dias antes de levantar da cama) e Paris. Vídeo? Tenho um, que vai mudar a vida de vocês. Aguardem cenas do próximo capítulo, nessa internet capenga é um pouco difícil fazer o upload. Mas promete que em breve coloco tudo online e faço um grande estardalhaço. Vocês não podem perder o videozinho, em especial.
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Coisa brasileira que acontece na Suíça: atraso.
Ontem meu trem Paris - Genève demorou uma hora e meia a mais de viagem porque um problema nos fios de circulação de energia elétrica impediu que ele viesse na velocidade TGV e ele veio na velocidade normal. Perdi minha carona da Gare até em casa por isso, e por pouco perdi também meu último ônibus.
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Coisa suíça que jamais aconteceria no Brasil: respeito de vizinhos.
A DHL veio me procurar em casa na sexta feira, com uma entrega dos meus pais. Eu não estava, e só voltei domingo à noite. Resultado: eles grudaram na porta de entrada do meu prédio um protocolo falando que eles tinham vindo e não tinham me encontrado, e que era para eu apresentar esse protocolo para retirar a minha entrega. Agora, pensem: eu moro em um prédio de sete andares, com seis apartamentos por andar. Quantas pessoas não circularam por essa mesma porta de sexta de manhã até domingo à noite??? Pois é. Meu protocolo resistiu bravamente na porta, nem parece que ninguém nem tentou mexer com isso. A pergunta que não quer calar: quando é que isso aconteceria no Brasil???
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Daí
Ao acompanhar as notícias daí, duas coisas inescapáveis de Brasil me dão uma preguiça louca e indescritível.
São elas:
- prefeito Kassab e São Paulo afogada.
Senta e chora, galera. O prefeitinho conseguiu detonar nossa cidade. E fez tudo isso com um lindo sorriso na boca e com o gosto doce na boca, de um DEM nanico e arcaico dominando um PSDB jurássico que está mais estranho do que nunca. Eu NÃO SUPORTO ouvir aquela vozinha de língua presa que ele tem. Me dá ânsia de vômito.
E para além disso, saber que muita gente que eu conheço votou nele me faz perder aquela fé na humanidade que eu tinha quando eu saí de Copenhagen. Sim, a política nacional, e especialmente o Kassab à frente de São Paulo, me é desesperador desse tanto.
- calor louco.
É verdade: três graus me caem bem. A partir de menos sete dá um certo formigamento no rosto e eu paro de sentir os dedos dos pés e das mãos. Mesmo assim, é melhor que os mais 36 de vocês, que me dá um suadouro descontrolado em todas as glândulas. E digo mais: mais do que nunca, me vestir pro inverno é melhor do que pro verão. Estou adorando a moda inverno européia e vou voltar pro Brasil na vanguarda.
Bom, fora a grotesca polêmica do Jobim com a compra dos caças e com os direitos humanos, e fora a ajuda brasileira ao Haiti (mas Haiti não conta porque é hors concurs, café com leite), isso é tudo o que acontece nesse Brasilzinho de meu Deus antes do Carnaval: chuva e calor e suas consequências.

Daqui
Voltei de Paris;
Essa semana minhas primas chegam para bagunçar meu quartinho na Rue des Pechêries. Tudo pronto, só falta a farra;
Devo ir (só preciso agitar) para Chateau D'Oex no final de semana. É nos Alpes, e te um dos mais lindos festivais de balão do mundo. E é o segundo maior festival de balão da Europa...
Imaginem?? Montanhas brancas, céu azul, e zilhares de balões nos céus??
Essa semana vai rolar Sessão Especial do Conselho de Direitos Humanos sobre o Haiti. Olha, de verdade, eu estou SOFRENDO muito com essa história do Haiti. Mas é muito bom estar no lugar certo na hora certa. Para o caso do Haiti, o lugar certo é lá mesmo, para colocar a mão na massa. Mas o segundo lugar mais certo para se estar é Genebra. O berço dos direitos humanos e de todas as organizações humanitárias.
Oh Yeah.

É isso aí, galera... o cuco suíço bateu meia noite e eu ainda preciso esticar roupa no varal.
Escrevam-me!

Beijo no joelho, abraço no umbigo, sopro no ombro.

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